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Revisão Wilson Clash 100 V2 (295g): a melhor escolha para proteger as articulações sem perder agilidade

Redação AnalisaMelhor18 de maio de 20264 min de leitura
Wilson Clash 100 V2 (295g)
Publicado em 18 de maio de 2026Atualizado em 18 de maio de 2026

A Wilson Clash 100 V2 tornou-se quase uma prescrição médica nas quadras de tênis. Com 295 gramas (sem corda), este modelo é projetado especificamente para o jogador intermediário que precisa de uma transição suave para uma raquete de performance, oferecendo um nível de flexibilidade que raramente se vê no mercado atual. Ela é altamente recomendada para quem sofre com o temido tennis elbow (epicondilite) ou dores no ombro, absorvendo o choque do impacto como poucas. No entanto, se o seu estilo de jogo é agressivo, focado em winners potentes e bloqueios de saques pesados, a extrema maleabilidade e o peso moderado desta raquete podem não entregar a estabilidade desejada.

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Prós

  • Sensação extremamente macia que protege o cotovelo e articulações
  • Gera spin com arco seguro sobre a rede com facilidade
  • Muito rápida para armar voleios de reflexo no corpo
  • Excelente para defesa e contra-ataque em situações de pressão

Contras

  • Falta um pouco de massa para bloquear bolas muito pesadas
  • Exige mais força do jogador para definir pontos com winners

Como ela se comporta durante o jogo

A principal assinatura da Clash 100 V2 é o conforto absoluto. No fundo de quadra, a sensação no momento do impacto é de que o aro "abraça" a bola, prolongando o tempo de contato no leito de cordas. Isso se traduz em uma facilidade notável para gerar topspin, garantindo que a bola passe com uma boa margem de segurança sobre a rede e caia de forma incômoda no fundo da quadra adversária.

Contudo, essa maleabilidade tem um custo tático. Em trocas de bola muito pesadas, onde o adversário impõe um ritmo forte, a raquete tende a oscilar um pouco mais do que modelos com aro mais rígido. Falta aquela massa extra para atravessar a bola sem esforço. Se você quiser ditar o ponto e bater um winner limpo, terá que gerar a potência majoritariamente com o próprio braço e técnica, já que o quadro flexível absorve parte da energia que, em raquetes mais duras, seria devolvida à bola.

Na rede, o cenário é altamente positivo. Sendo leve na cabeça (balanço de 31 cm sem corda), a manobrabilidade é um destaque claro. O tenista consegue reagir a bolas em cima do corpo e armar voleios instintivos com agilidade, o que a torna uma ótima aliada para jogos de duplas ou transições rápidas do fundo de quadra para o ataque.

Devo escolher este modelo para a minha evolução?

A compra faz todo o sentido se o seu foco número um for a saúde do seu braço e a consistência na devolução. Tenistas amadores e intermediários que sentem fadiga ou dores articulares após as partidas encontram na Clash 100 V2 uma ferramenta que permite jogar com mais frequência e sem sofrimento. O índice de rigidez de apenas 57 RA comprova o quão amigável ela é, figurando entre as opções mais macias disponíveis hoje.

Por outro lado, ela não é a melhor escolha para quem está moldando um jogo de alta agressividade e potência. Se você já tem uma técnica bem consolidada, não sofre com dores e prefere uma resposta seca e firme das cordas para definir os pontos de bate-pronto, o perfil dócil da linha Clash vai parecer excessivamente brando, exigindo um esforço adicional para acelerar os golpes decisivos.

Ficha técnica

  • Peso sem corda: 295 g
  • Peso encordoada: ~312 g
  • Tamanho da cabeça: 100 sq in (645 cm²)
  • Comprimento: 68,58 cm (27 polegadas)
  • Padrão de encordoamento: 16x19
  • Balanço sem corda: 31 cm (10 pts Head Light)
  • Rigidez: 57 RA
  • Composição: 87% Grafite (Carbono) e 13% Fibra de vidro
  • Largura do aro: 24,5 mm (Flat Beam)
  • Swingweight: 313

Tecnologias e recursos extras

A engenharia por trás do conforto e da resposta singular da linha Clash baseia-se na tecnologia FORTYFIVE°. Trata-se de uma construção patenteada em carbono que permite que o aro da raquete flexione tanto horizontalmente (ideal para golpes tradicionais) quanto verticalmente (acompanhando o movimento de baixo para cima do swing moderno). É essa geometria que neutraliza a vibração mecânica sem fazer o aro torcer nas mãos e perder precisão direcional.

Nesta segunda geração (V2), a fabricante alterou ligeiramente a estrutura na extremidade superior da cabeça. Essa modificação ampliou o sweet spot (ponto ideal de contato), tornando a batida mais tolerante e consistente mesmo quando o jogador atinge a bola um pouco fora do centro. A raquete também utiliza o material sustentável Agiplast, feito à base de plantas, aplicado diretamente nos protetores (bumpers), grommets e na tampa do cabo, substituindo plásticos convencionais e reduzindo a pegada ecológica da sua fabricação.