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Revisão Tênis Olympikus Corre Grafeno 2 Feminino: propulsão extrema para provas e treinos de velocidade

Redação AnalisaMelhor18 de maio de 20263 min de leitura
Tênis Olympikus Corre Grafeno 2 Feminino
Publicado em 18 de maio de 2026Atualizado em 18 de maio de 2026

O Olympikus Corre Grafeno 2 Feminino é o modelo de mais alta performance da marca nacional, construído especificamente para quem busca baixar o cronômetro. Se você já tem experiência no asfalto e precisa de um equipamento para o dia da prova ou para treinos intensos de tiro, este é o tênis. Por outro lado, se você é iniciante, busca um calçado para trotes lentos de recuperação ou prioriza conforto extremo para caminhadas, passe longe dele: sua estrutura rígida foi projetada para aterrissagens fortes e ritmos agressivos.

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Prós

  • Efeito trampolim agressivo que empurra a passada para frente
  • Aderência excepcional em curvas fechadas e asfalto
  • Calce firme que não deixa o pé sambar em ritmos fortes
  • Ventilação eficiente mesmo com uma estrutura interna mais robusta

Contras

  • Exige ritmo forte para mostrar seu potencial, sendo ruim para trotes lentos
  • Calce mais justo focado em performance pode incomodar pés mais largos

O comportamento do tênis no asfalto

A grande estrela deste modelo é a placa de propulsão Grafenus. Nesta segunda edição, a Olympikus deixou a placa sensivelmente mais rígida. Na prática, isso significa que ela atua como uma alavanca: exige que você aplique força na aterrissagem para que ela dobre e devolva a energia em forma de velocidade. É o famoso "efeito trampolim".

Por trabalhar em conjunto com a espuma Eleva Pro, o impacto articular é amenizado, mas não espere a sensação de pisar em nuvens. A batida no chão é seca e responsiva. O solado, desenvolvido em parceria com a Michelin, entrega uma tração que passa muita segurança. Você consegue manter a velocidade máxima em curvas fechadas sem sentir que o pé vai escorregar, mesmo em asfalto levemente úmido. O cabedal também merece destaque: os fios em monofilamento não encharcam com o suor, mantendo o calçado leve até o final de uma maratona.

Para quem vale o investimento e para quem não vale

Vale muito a pena para a corredora competitiva (amadora ou profissional) que tem uma técnica de corrida consolidada e participa de provas de 10 km, meias maratonas ou maratonas. Pelo preço médio atual do mercado brasileiro, ele entrega tecnologias equivalentes às de supertênis importados que chegam a custar o dobro ou o triplo.

Não vale a pena para quem tem a pisada mais lenta e busca apenas rodagem confortável. Em "paces" altos (corridas mais lentas), a placa de grafeno não é ativada corretamente, o que pode causar desconforto na planta do pé e sensação de rigidez excessiva. Além disso, corredoras com pés muito largos devem ter cuidado, pois o ajuste deste tênis é bastante esportivo e rente ao pé, o que foca em estabilidade, mas sacrifica um pouco o espaço interno lateral.

Ficha técnica

  • Marca: Olympikus
  • Modelo: Corre Grafeno 2
  • Gênero: Feminino
  • Indicação: Corrida de alta performance e competições
  • Pisada: Neutra
  • Drop: 8 mm
  • Peso aproximado: 241 g (varia conforme a numeração)
  • Placa de propulsão: Grafenus (grafeno)
  • Entressola: Espuma Eleva Pro fundida com Grafenus
  • Solado: Borracha antiderrapante Michelin
  • Cabedal: Têxtil Oxitec 2.0 (monofilamento, poliéster e elastano)
  • Fechamento: Cadarço

Recursos extras e detalhes de construção

Solado Michelin
A parceria com a marca de pneus resultou em uma borracha de altíssima tração e grande resistência à abrasão. Isso aumenta a durabilidade do solado consideravelmente, o que é um diferencial importante, já que tênis de placa costumam desgastar rápido.

Cabedal Oxitec 2.0 e Palmilha perfurada
Ambos trabalham para o controle de umidade. A malha do cabedal impede a retenção de líquidos, enquanto a palmilha de EVA possui furos para escoamento de suor ou água que entre no tênis. Isso evita que o calçado ganhe peso morto ao longo de provas longas e reduz o risco de bolhas por atrito úmido.