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Revisão Tênis Everlast Climber III: O melhor custo-benefício para quem está começando na academia

Redação AnalisaMelhor13 de agosto de 20243 min de leitura
Tênis Everlast Climber III
Publicado em 13 de agosto de 2024Atualizado em 18 de maio de 2026

O tênis Everlast Climber III se posiciona como uma ferramenta de transição. Ele foi desenhado para quem está cansado de treinar musculação com tênis de corrida macios e instáveis, mas ainda não quer ou não pode investir centenas de reais em um calçado de ponta para CrossFit ou LPO (Levantamento de Peso Olímpico). Se o seu foco é a musculação do dia a dia e circuitos funcionais básicos, ele entrega o essencial. Por outro lado, se a sua rotina envolve saltos hiper-rápidos, subidas de corda constantes ou agachamentos com cargas massivas, as limitações da estrutura rapidamente se farão notar.

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Prós

  • Tramas abertas mantêm os pés bem arejados
  • Estrutura aguenta bem o atrito no chão durante burpees
  • Boa aderência no piso de borracha da academia
  • Preço muito acessível para quem está começando

Contras

  • Entressola cede sob cargas muito altas em agachamentos livres
  • Um pouco pesado para movimentos rápidos e saltos

Desempenho no tatame e nos aparelhos

Na prática, o Climber III oferece uma experiência infinitamente mais segura para treinos de perna do que um calçado de caminhada tradicional. A tecnologia eNER-G aplicada à entressola é, na verdade, um polímero de alta densidade mais firme que o EVA comum. Isso significa que, ao entrar em um Leg Press ou ao realizar agachamentos no Smith, você sentirá a base dos pés bem apoiada, permitindo uma transferência de força decente. O solado de borracha possui ranhuras que garantem excelente tração no clássico piso de EVA ou emborrachado das academias.

No entanto, o calçado tem um teto de performance claro. Quando testado em agachamentos livres com muita carga (acima do peso corporal do usuário, por exemplo), a entressola atinge seu limite de compressão e começa a ceder, o que pode causar micro-desequilíbrios. Além disso, pesando na casa dos 750 a 926 gramas (o par, variando pela numeração), ele se mostra um calçado denso. Em treinos dinâmicos que exigem saltos na caixa (box jumps) ou saltos duplos de corda (double unders), essa gramatura extra cobra o preço na agilidade e no cansaço das pernas.

Para quem vale a compra (e para quem não vale)

Este modelo é a compra certa para o frequentador padrão de academia que busca um tênis unicamente para o treino de força e eventuais caminhadas na esteira. O custo-benefício é o seu maior atrativo, resolvendo o problema de estabilidade de 90% dos usuários iniciantes e intermediários por uma fração do preço dos concorrentes premium.

Não recomendamos o Everlast Climber III para powerlifters, atletas de LPO ou praticantes avançados de CrossFit. A ausência de proteções laterais rígidas para subida de corda e a entressola que comprime sob estresse severo limitam o uso para esses nichos. Também não é um tênis de corrida; utilizá-lo para correr distâncias médias ou longas resultará em desconforto devido à sua base mais dura.

Ficha técnica do Everlast Climber III

  • Indicação principal: Musculação, treinos funcionais e uso diário
  • Gênero: Unissex (disponibilidade varia conforme cor/lojista)
  • Cabedal: Sintético (PU) e tecido Mesh com tramas abertas
  • Entressola: EVA de alta densidade (Tecnologia eNER-G)
  • Solado: Borracha com ranhuras de tração
  • Fechamento: Cadarço clássico
  • Lingueta: Flexível
  • Palmilha: EVA anatômico
  • Peso aproximado: 750 g a 926 g (o par na embalagem, dependendo do tamanho)

Destaques da construção

Dois pontos da construção do Climber III merecem atenção por afetarem diretamente a experiência de uso. O primeiro é o cabedal em mesh de tramas abertas. Diferente de muitos tênis de treino que são blindados e quentes, os recortes vazados deste modelo realizam um excelente controle térmico, liberando o ar aquecido com facilidade e evitando o superaquecimento dos pés em treinos longos.

O segundo ponto é a sobreposição de peças em PU (poliuretano) no cabedal. Como a malha mesh é muito maleável, essas inserções sintéticas funcionam como um esqueleto externo. Quando você amarra o cadarço, o PU "abraça" o meio do pé, evitando que ele deslize lateralmente dentro do calçado durante movimentos de mudança de direção, garantindo um calce mais firme sem apertar excessivamente a região frontal (toe box).