Revisão Tênis Adidas Adipower Weightlifting II Masculino: A ferramenta definitiva para quebrar o paralelo no agachamento

O Tênis Adidas Adipower Weightlifting II Masculino não é um calçado de academia comum. É um equipamento de precisão projetado para um propósito singular: levantar muito peso com estabilidade geométrica. Ele é voltado estritamente para praticantes sérios de Levantamento de Peso Olímpico (LPO), entusiastas de agachamento profundo e powerlifting. Se você procura um tênis para usar na esteira, para pular corda, ou até mesmo para realizar workouts muito dinâmicos e de impacto no cross-training, passe longe deste modelo. Ele foi feito para travar os seus pés no chão como cimento armado.
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Prós
- Elevação e rigidez absolutas do calcanhar facilitam a quebra de paralelo
- Tira de velcro no mediopé crava o pé na palmilha de forma definitiva
- Construção extremamente premium feita para durar anos sob uso intenso
- Antepé surpreendentemente flexível para conforto sob cargas altíssimas
Contras
- Inutilizável para qualquer exercício aeróbico, de impacto ou saltos
- Preço altíssimo focado em um nicho muito específico
### Experiência sob a barra: limites e usabilidade
A característica central do Adipower II é a massiva entressola em TPU injetado, que entrega uma elevação de calcanhar de 20,1 mm. Na prática, essa altura altera positivamente a biomecânica de quem tem dificuldade de mobilidade: ela favorece a dorsiflexão do tornozelo, permitindo que você desça mais no agachamento, mantenha o tronco verticalizado e evite curvar a lombar. Essa postura mecânica é fundamental para execuções seguras de snatch (arranco) ou clean & jerk (arremesso).
A base é absolutamente não compressiva. Mesmo que você coloque uma carga muito superior ao seu peso corporal nas costas, o calcanhar não cede um milímetro. A sensação de ancoragem é total, sustentada por um forte sistema de bloqueio (lockdown) que une cadarços tradicionais a uma espessa tira de velcro no arco do mediopé. Quando você puxa essa tira, o tênis estrangula os espaços vazios laterais e impossibilita o deslizamento do pé dentro da estrutura.
Curiosamente, para contrabalançar essa blindagem traseira, a Adidas introduziu um tecido flexível na região frontal. Isso permite uma boa taxa de toe splay — o alargamento natural dos dedos contra o piso para gerar equilíbrio e tração primária, aliviando o cansaço excessivo em sessões de várias horas.
### Veredito de investimento: vale a pena?
Este é um tênis de nicho extremo e alto custo (rotineiramente ultrapassando a faixa dos R$ 1.200, dependendo da cotação). Para atletas que passam grande parte do treino no tablado olímpico ou nas gaiolas de agachamento puro, a durabilidade, a sola de borracha hiperaderente e o nivelamento insuperável do Adipower II farão o produto se pagar em durabilidade e segurança articular.
Contudo, a pontuação de versatilidade deste modelo é praticamente nula. Tentar correr curtas distâncias ou realizar box jumps (saltos na caixa) com um salto traseiro de plástico rígido e 20 mm de desnível é perigoso para as articulações dos joelhos e tornozelos. Para treinos mistos ou musculação em máquinas convencionais, este calçado é um desperdício de dinheiro.
### Ficha técnica
- Marca: Adidas
- Modelo: Adipower Weightlifting II
- Gênero: Masculino
- Peso aproximado: 460 g (por pé)
- Altura do salto (drop): 20,1 mm
- Material da entressola: TPU injetado de alta densidade (não compressiva)
- Solado: Borracha sólida texturizada (tipo knurling)
- Material do cabedal: Tecido têxtil (woven) com mínimo de 50% de material reciclado
- Fechamento: Cadarço tradicional combinado com tira de velcro no mediopé
- Altura do cano: Baixo
- Ajuste: Regular (tamanho normal para formato padrão de pé)
### Recursos extras
A principal atualização mecânica desta segunda geração foi a remoção do sistema Torsion clássico da marca na região central. Em modelos normais, isso seria um demérito, mas em um tênis de LPO, essa escolha de engenharia liberou a maleabilidade do antepé de maneira estratégica. Sem aquela placa plástica conectando a frente ao meio, a articulação dos metatarsos na ponta do pé trabalha de forma muito mais responsiva antes da explosão para levantar o peso. O suporte medial exigido foi todo compensado por reforços no próprio cabedal.