Revisão Redragon Fizz K617-RGB-B PT-BROWN, preto, ABNT2, switch Brown: a opção ultracompacta para orçamentos no limite

O Redragon Fizz K617-RGB-B é a definição do que chamamos de teclado "quebra-galho". Custando uma fração dos modelos premium do mercado, ele entrega o funcionamento básico de um teclado mecânico no formato 60% e traz o layout brasileiro ABNT2, que é uma verdadeira raridade nesse tamanho reduzido. Ele é recomendado exclusivamente para quem tem pouquíssimo espaço na mesa e um orçamento muito apertado, servindo bem como um equipamento reserva ou de viagem. Por outro lado, não é indicado para quem joga de forma competitiva ou digita o dia todo, já que sua construção frágil e o histórico crônico de problemas nos contatos cobrarão seu preço a médio e longo prazo.
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Prós
- Preço extremamente baixo, ideal para orçamentos muito apertados
- Tamanho minúsculo que cabe em qualquer mesa, por menor que seja
- Possui o padrão brasileiro de teclas, raro em teclados desse tamanho
- Cabo removível que facilita bastante o transporte na mochila
Contras
- Conector lateral com folga que causa desconexões no meio do jogo ao esbarrar no cabo
- Contatos oxidam rápido, gerando toques fantasmas indesejados que atrapalham a digitação
O que esperar no dia a dia: prós práticos e limitações graves
Na prática, o Redragon Fizz cumpre sua premissa básica: o sistema anti-ghosting permite registrar múltiplos comandos simultâneos em jogos sem travar a movimentação do seu personagem. O tamanho reduzido libera uma área generosa para o mouse, o que ajuda muito em mesas pequenas.
Entretanto, as limitações da faixa de preço aparecem rápido. A acústica do teclado é ruim, emitindo um som bastante oco de plástico fino batendo seco, e estabilizadores de teclas maiores — como a barra de Espaço e o Enter — vêm frouxos de fábrica, chocalhando bastante durante a digitação.
O problema mais frustrante, muito recorrente entre os usuários, é a oxidação precoce dos contatos nos switches Redragon/Outemu Brown, que resulta em teclas falhando ou disparando toques duplos involuntários. Somado a isso, a porta USB-C lateral apresenta folga: um simples esbarrão no cabo durante uma partida intensa pode causar a desconexão temporária do teclado. Outro ponto prático é que a ausência de setas dedicadas e teclas de função exige constantes combinações com a tecla Fn, o que engessa a navegação em planilhas ou a edição de textos.
Veredito de compra
A compra faz sentido se você não pode passar da faixa dos R$ 150 de forma alguma, precisa de um teclado mecânico agora e faz muita questão do "Ç" (padrão ABNT2) em um formato 60%. O cabo removível também o torna um bom companheiro para levar na mochila em viagens rápidas.
Se você digita textos longos diariamente, joga a sério ou espera um periférico que dure anos sem apresentar falhas, fuja deste modelo. A fragilidade crônica da porta USB-C e a oxidação dos switches tornam sua vida útil curta. Muitas vezes, juntar um pouco mais de dinheiro para modelos logo acima poupa a dor de cabeça de ter que substituir o equipamento meses depois.
Ficha técnica
- Modelo: Fizz RGB K617-RGB-B (PT-BROWN)
- Formato: 60% (64 teclas)
- Layout: ABNT2
- Acionamento: Mecânico
- Switches: Redragon Mk.II Brown (táteis)
- Conectividade: Cabeada (USB-C 2.0)
- Cabo: USB-A para USB-C destacável (entre 1,5 m e 1,8 m)
- Iluminação: RGB individual com 11 efeitos integrados
- Material das keycaps: Plástico ABS double-shot
- Material do gabinete: Plástico ABS
- Rollover: N-key rollover e Anti-ghosting
- Hot-swap DIY: Sim
- Dimensões e peso: Não confirmados oficialmente na versão PT-BROWN
Recursos extras
- Sistema Hot-Swap DIY: Permite a substituição dos switches mecânicos por outros compatíveis sem a necessidade de solda. É um recurso útil para contornar a falha dos contatos originais, permitindo que você troque apenas a tecla com defeito.
- Software Redragon: O teclado possui um aplicativo proprietário para gerenciar a iluminação RGB e as macros. Contudo, tem uma interface antiga e ocasionalmente falha ao tentar detectar o dispositivo no sistema.