Revisão Olimpia Splendid Dolceclima Compact 9 9.000 BTUs Frio (PN: 01951): a salvação para tomadas de 10A

O mercado de ares-condicionados portáteis costuma esconder um problema grave para quem mora em construções mais antigas: a altíssima exigência elétrica, que obriga o uso de tomadas de 20A (pinos grossos) e disjuntores específicos. O Olimpia Splendid Dolceclima Compact 9 (na sua versão de 127V) resolve exatamente essa dor de cabeça. Ele é projetado para operar com segurança em tomadas comuns de 10A. É o aparelho para quem não quer, ou não pode, mexer na fiação de um imóvel alugado. Por outro lado, não é indicado para ambientes médios ou salas, pois cobra caro por sua baixa capacidade de resfriamento.
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Prós
- Único que pode ser ligado em tomadas comuns sem risco de derreter fios
- Elimina a água da condensação sozinho com muita eficiência
- Extremamente leve e compacto, facilitando o transporte entre cômodos
- Nível de ruído um pouco mais ameno que a média da categoria
Contras
- Preço muito elevado para a capacidade real de resfriamento entregue
- Demora bastante para gelar quartos que não sejam muito pequenos
Desempenho prático e rotina de uso
Na prática, o Olimpia Splendid Compact 9 troca o poder bruto por conveniência urbana. Com 9.000 BTUs, seu desempenho de resfriamento é modesto. Em um cômodo de 15 m², ele sofre para derrubar a temperatura de forma rápida e uniforme. Seu uso ideal é estritamente limitado a espaços menores, entre 10 m² e 12 m², sem incidência direta do sol da tarde. Nesses cenários, ele cria um ambiente confortável e menos abafado.
A engenharia italiana se destaca em dois pilares durante o uso diário: espaço e acústica. Com apenas 35 cm de largura e 23 kg, ele é o portátil mais fácil de encaixar ao lado da cama ou do guarda-roupa, movimentando-se pelo piso com excelente fluidez nas rodinhas. Além disso, a potência sonora de 63 dB(A) — com pressão variando entre 47 e 52 dB(A) — o torna mais amigável para o uso noturno do que grande parte dos concorrentes, entregando um ruído de compressor mais grave e menos invasivo.
A manutenção também é um alívio. No modo frio, o sistema de eliminação de condensado funciona perfeitamente. A água gerada durante o resfriamento evapora e é expulsa junto com o ar quente pelo duto da janela, permitindo que você passe semanas sem precisar drenar o aparelho manualmente, ao contrário dos modelos tradicionais que enchem reservatórios internos rapidamente.
Para quem vale a pena (e quando evitar)
Este modelo é a compra definitiva para quem vive de aluguel em apartamentos e prédios antigos onde a modernização elétrica (passar novos fios e instalar disjuntor de 20A) é proibitiva. O plugue de 10A, exclusivo da versão de 127V (PN 01951) que roda com corrente na casa dos 8A, oferece uma tranquilidade ímpar contra superaquecimento de tomadas. Também é a melhor escolha para quem tem restrições severas de espaço no cômodo.
Porém, não vale a pena se você avalia apenas o custo por BTU. Custando cerca de R$ 2.699,00, ele é significativamente mais caro que modelos de 12.000 BTUs de outras marcas. Se a sua casa já possui rede elétrica dimensionada para 20A ou se o ambiente passa de 12 m², alternativas mais robustas entregarão uma climatização superior por menos dinheiro.
Ficha técnica
- Capacidade de refrigeração: 9.000 BTU/h (2,34 kW)
- Ciclo: Frio
- Tensão: 127V (PN 01951) ou 220V
- Potência nominal: 1.010 W a 1.110 W
- Corrente nominal: ~8,0 A (versão 127V)
- Vazão de ar máxima: 286 m³/h
- Gás refrigerante: R-410A (170 g)
- Dimensões (L x A x P): 35,0 x 70,0 x 35,5 cm
- Peso líquido: 23 kg
- Nível de ruído: 63 dB(A) (potência sonora declarada)
- Plugue: 10A (apenas no modelo de 127V)
Recursos extras
Painel de controle: É importante alinhar expectativas sobre a interface. Embora divulgado comumente no varejo como "Touch Screen", o painel superior é de membrana de toque suave. Os botões são físicos por baixo de uma cobertura plástica protetora, e não uma tela capacitiva de vidro como a dos smartphones.
Desumidificação: A capacidade técnica apontada em laboratório não reflete o uso diário. A remoção de 2,1 litros por hora ocorre apenas sob simulação de estufa em condições irreais. Em uso doméstico normal, a taxa de desumidificação é menor, embora perfeitamente suficiente para retirar a sensação de abafamento e pegajosidade do quarto.