Revisão Everlast Monster 3.0: o gigante de baixo custo para travar o tornozelo no agachamento

O Everlast Monster 3.0 cumpre um papel claro no mercado atual: atender quem gasta a maior parte do tempo na musculação tradicional e precisa de uma base firme para levantar peso sem comprometer o orçamento. Ele é excelente para movimentos de força estáticos, mas definitivamente não é a melhor opção para a dinâmica de um box de cross training moderno, onde agilidade, saltos e corridas são constantes.
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Prós
- Cano alto e velcro dão sensação de tornozelo muito bem travado
- Preço imbatível para quem foca apenas em puxar ferro
- Palmilha e forro interno são bastante confortáveis
- Boa estabilidade estática para agachamentos na academia
Contras
- Peso elevado torna corridas e saltos muito arrastados
- Volume do cano alto atrapalha o encaixe rápido na subida de corda
Como o tênis se comporta na prática
Diferente da maioria dos tênis técnicos de cross training atuais, que adotam o corte baixo, o Everlast Monster 3.0 aposta em um formato de cano médio para alto. Ao calçar o modelo e fechar a imponente fita autocolante, a sensação imediata é de que o tornozelo está selado. Isso entrega uma segurança formidável para evitar dobras e torções durante agachamentos pesados ou exercícios básicos de levantamento de peso olímpico (LPO).
A entressola utiliza uma composição de polímero de alta densidade que a marca chama de Ener-g. Na prática, o tênis é firme o suficiente para você não afundar sob a barra, mas ainda preserva conforto para quem passa longas horas em pé no piso de borracha da academia fazendo séries cadenciadas.
O problema do calçado surge quando o cronômetro dispara e o treino exige ritmo cardiovascular. A estrutura robusta cobra o seu preço na balança: batendo quase 700 gramas no par (tamanho 40), movimentos explosivos como saltos na caixa (box jumps) ou saltos duplos de corda tornam-se excessivamente cansativos e arrastados. Além disso, a tração mediana e o volume extra no cano tornam o encaixe do pé na subida de corda (rope climb) uma tarefa desajeitada.
Para quem vale o investimento (e para quem não vale)
A compra faz sentido se você tem um orçamento restrito, treina principalmente hipertrofia em academias de rede e quer um tênis plano e estável para melhorar sua base nos dias de perna e peso morto (deadlift). Ele tem apelo para iniciantes que ainda não precisam de uma plataforma de LPO técnica, mas querem aposentar os tênis de corrida na hora de puxar ferro.
Por outro lado, não recomendamos o Monster 3.0 para quem já faz treinos metabólicos intensos ou compete em competições de crossfit. A falta de versatilidade e o peso alto vão prejudicar seu ganho de agilidade e penalizar suas articulações e seu fôlego durante os WODs que misturam corrida com ginástica.
Ficha técnica
- Gênero: Unissex
- Cabedal: Mesh (malha respirável) com recortes em material sintético de poliuretano
- Entressola: EVA de alta densidade (tecnologias Ener-g e Everfoam)
- Solado: Borracha antiderrapante
- Cano: Médio/Alto
- Fechamento: Cadarços tradicionais com tira de contato (velcro) superior
- Palmilha: Anatômica e removível em EVA
- Peso aproximado: 680 a 700 g (par do tamanho 40)
- Drop: Não informado pelo fabricante
Recursos extras
Para melhorar a experiência de quem sua muito durante os treinos, o forro interno conta com a tecnologia E-Shield. Trata-se de um tecido tecnológico que minimiza a proliferação de bactérias causadoras de mau cheiro, um cuidado valioso considerando a estrutura mais fechada do calçado. A palmilha anatômica removível também facilita bastante a higienização pós-treino, permitindo que você a deixe secar em ambiente arejado de forma prática.