Melhor raquete de tênis: os 7 melhores em 2026

A melhor raquete de tênis é a Head Speed MP 2024. Ela se destaca pelo equilíbrio imbatível entre potência controlada e conforto no braço.
Escolher a raquete de tênis ideal é um passo decisivo para qualquer jogador, seja você um competidor que dita o ritmo no fundo da quadra ou um estrategista que domina a rede. Em 2026, a evolução dos materiais, como a integração de linho para absorção de vibrações e grafeno para estabilidade, transformou o mercado. Hoje, não é mais necessário sacrificar totalmente o conforto para obter potência, nem abrir mão do controle para gerar topspin.
Nesta curadoria, analisamos as configurações mais atualizadas das gigantes do mercado — como Wilson, Babolat, Head e Yonex — vendidas no Brasil. Levamos em consideração os perfis de jogo modernos, que exigem equipamentos versáteis, capazes de suportar swings rápidos, oferecer sweet spots generosos e proteger a saúde do braço durante partidas longas.
Por que confiar em nós
Nossa metodologia baseia-se em um cruzamento rigoroso de fichas técnicas, inovações de engenharia reportadas pelas fabricantes e o consenso de jogadores avançados e profissionais ao redor do mundo. Em vez de impressões isoladas de uma única partida, consolidamos dados de avaliações de desempenho que medem a estabilidade direcional, o índice de vibração transmitida ao cotovelo e a facilidade de aceleração da cabeça da raquete. Esse escrutínio editorial garante que cada indicação reflita o comportamento real do equipamento na quadra, traduzindo especificações complexas de rigidez e swingweight em recomendações práticas para o seu estilo de jogo.
Aviso de transparência: Nossas avaliações são 100% independentes e imparciais. Se você comprar algum produto através dos nossos links, podemos receber uma comissão de afiliado, sem nenhum custo adicional para você.
Melhores raquetes de tênis
| Modelo | Cabeça (pol²) | Peso sem corda | Padrão de Cordas | Benefício Principal |
|---|---|---|---|---|
| Wilson Pro Staff 97 v14 | 97 | 315 g | 16x19 | Precisão e toque de rede |
| Babolat Pure Drive 2021 | 100 | 300 g | 16x19 | Potência explosiva |
| Head Speed MP 2024 | 100 | 300 g | 16x19 | Equilíbrio e conforto |
| Yonex EZONE 98 7ª Geração | 98 | 305 g | 16x19 | Sweet spot tolerante |
| Tecnifibre T-Fight 305 | 98 | 305 g | 18x19 | Controle em golpes retos |
| Prince Tour 100 ATS | 100 | 310 g | 16x18 | Proteção articular extrema |
| Babolat Pure Aero 98 (2023) | 98 | 305 g | 16x20 | Spin com segurança direcional |
Melhor para precisão cirúrgica e jogo de rede
Wilson Pro Staff 97 v14 (315g)
*Preço pode variar
A Wilson Pro Staff 97 V14 é uma lenda entre os jogadores avançados e competidores de alto nível, mantendo o DNA da linha popularizada por Roger Federer. Trata-se de uma raquete voltada para o controle absoluto e toque refinado, exigindo técnica apurada e físico em dia. O peso de 315g, combinado ao balanço voltado para o cabo (Head Light), oferece uma manuseabilidade incrível para o peso, tornando-a uma verdadeira arma tática na rede e em aproximações.
A tecnologia Paradigm Bending introduzida nesta geração otimizou a flexibilidade do quadro, entregando a sensação "manteiga" dos modelos clássicos sem perder a potência necessária para o tênis contemporâneo moderno. O design texturizado e a pintura marrom (rust) conferem um visual sofisticado. É a raquete ideal para o jogador agressivo que constrói o ponto, bloqueia bolas pesadas com facilidade e gosta de matar o jogo na rede com voleios precisos.
Ficha técnica
Cabeça: 97 pol² | Peso sem corda: 315 g | Padrão de cordas: 16x19 | Rigidez (RA): 66 | Extras: Paradigm Bending (otimiza a flexão do aro para equilibrar precisão clássica e potência moderna) | Braid 45 (fibras trançadas a 45 graus que aumentam a estabilidade e o tempo de contato com a bola)
Prós
- Precisão milimétrica nos golpes direcionados
- Estabilidade absoluta para bloquear bolas pesadas na rede
- Toque refinado e sensível para voleios curtos
- Sensação clássica que conecta o jogador à bola
Contras
- Exige excelente preparo físico e técnica apurada
- Transmite vibrações duras ao braço em batidas fora do centro
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Fundo de Quadra (Potência/Profundidade) | 7.0/10 | Exige que o jogador utilize o peso do corpo; bolas atrasadas tendem a ficar curtas. |
| Geração de Efeito (Topspin/Slice) | 7.5/10 | O slice sai rasante e venenoso, mas exige muita aceleração vertical para gerar topspin alto. |
| Precisão e Controle Direcional | 10.0/10 | Atua como um bisturi, permitindo buscar as linhas com confiança total. |
| Sensação no Impacto (Feel) | 7.5/10 | Feedback muito nítido ("crisp"), mas pune fisicamente se não houver contato no sweet spot. |
| Manuseabilidade e Desempenho na Rede | 10.0/10 | Armação rápida e solidez impecável para voleios agressivos ou amortecidos. |
Melhor para potência explosiva e agressividade
Babolat Pure Drive 2021 (300g)
*Preço pode variar
A Babolat Pure Drive 2021 (300g) continua sendo uma das raquetes mais vistas em clubes e academias de todo o Brasil. O motivo de sua imensa popularidade é a facilidade com que entrega "potência grátis". Projetada para jogadores que gostam de jogar no fundo de quadra impondo um ritmo pesado, ela permite ditar a partida e empurrar o adversário para a defensiva com um esforço de swing visivelmente menor se comparado a raquetes de controle focadas em aros finos.
Para compensar a rigidez elevada (necessária para gerar explosão), a Babolat implementou o SWX Pure Feel e o sistema HTR, que estabilizam a torção e dissipam parte da vibração. A área de batida é extremamente generosa graças ao espaçamento FSI Power, perdoando golpes descentrados ou atrasados. No entanto, essa vocação natural para mandar a bola profunda exige do jogador certa habilidade para dosar a força, especialmente em bolas chapadas, pois a raquete tende a priorizar a distância em detrimento do controle milimétrico.
Ficha técnica
Cabeça: 100 pol² | Peso sem corda: 300 g | Padrão de cordas: 16x19 | Rigidez (RA): 72 | Extras: FSI Power Technology (espaçamento de cordas que amplia a área ideal de batida e o spin) | SWX Pure Feel (sistema integrado de filtragem para amenizar vibrações de aros muito rígidos)
Prós
- Gera potência e profundidade com mínimo esforço
- Facilita a criação de topspin pesado que empurra o adversário
- Rápida para armar golpes na linha de base
- Área de batida generosa que perdoa golpes atrasados
Contras
- Falta de controle direcional em batidas muito retas
- Sensação rígida que pode cansar o cotovelo em jogos longos
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Fundo de Quadra (Potência/Profundidade) | 10.0/10 | É a campeã em explosão; gera winners dominantes a partir de movimentos curtos. |
| Geração de Efeito (Topspin/Slice) | 9.0/10 | Transfere um giro massivo que faz a bola quicar alto e recuar o oponente. |
| Precisão e Controle Direcional | 6.5/10 | Pode ejetar a bola para fora se o golpe for muito reto, exigindo cautela nas paralelas. |
| Sensação no Impacto (Feel) | 6.5/10 | Batida rígida característica; embora melhorada, ainda transmite certo choque ao cotovelo. |
| Manuseabilidade e Desempenho na Rede | 7.0/10 | É rápida, mas ejeta a bola muito depressa, dificultando voleios curtos de toque. |
Melhor equilíbrio entre potência controlável e conforto
Head Speed MP 2024 Auxetic 2.0 (300g)
*Preço pode variar
A Head Speed MP 2024 Auxetic 2.0 brilha como a raquete mais versátil e universal do mercado de performance atual. Endossada por nomes como Jannik Sinner, esta raquete consegue fazer a ponte entre diferentes estilos, agradando quem joga forte do fundo, quem contra-ataca e quem sobe à rede. Com seus 300g e balanço bastante equilibrado, ela entrega uma agilidade surpreendente que não sacrifica a estabilidade quando o jogo se intensifica.
O verdadeiro grande salto dessa versão é a incorporação da tecnologia Auxetic 2.0. Essa inovação de engenharia responde ao impacto moldando a estrutura interna da raquete dinamicamente, o que resulta em uma sensação extremamente macia e indulgente ("amanteigada"). Além da estética minimalista que traz uma pintura preta e branca com laca de toque suave, o desempenho da Speed MP garante potência suficiente para agressivar o ponto, mas sempre com previsibilidade e controle para mudar a direção da bola com total segurança.
Ficha técnica
Cabeça: 100 pol² | Peso sem corda: 300 g | Padrão de cordas: 16x19 | Rigidez (RA): 60 | Extras: Auxetic 2.0 (estrutura de carbono que expande e contrai, melhorando o feedback) | Laca macia (novo acabamento que reforça o conforto tátil e visual)
Prós
- Sensação de impacto extremamente macia e confortável
- Permite mudar a direção da bola com muita segurança
- Entrega potência na medida certa sem perder o controle
- Muito ágil para reações rápidas em voleios no corpo
Contras
- Não gera o spin mais extremo da categoria
- Pode faltar um pouco de peso para suportar bolas de jogadores muito avançados
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Fundo de Quadra (Potência/Profundidade) | 8.5/10 | A bola anda rápida e funda, mas sem risco de perder o controle em swings soltos. |
| Geração de Efeito (Topspin/Slice) | 8.0/10 | Spin consistente e suficiente para manter a bola na quadra sob ataques rápidos. |
| Precisão e Controle Direcional | 8.5/10 | Excelente previsibilidade para mudar da cruzada para a paralela durante o ponto. |
| Sensação no Impacto (Feel) | 9.5/10 | O impacto "plush" protege o braço e entrega um dos melhores confortos modernos do mercado. |
| Manuseabilidade e Desempenho na Rede | 8.5/10 | A agilidade natural do perfil aerodinâmico (Speed Beam) facilita respostas muito rápidas. |
Melhor versatilidade com área de batida tolerante
Yonex EZONE 98 7th Generation (305g)
*Preço pode variar
Produzida no Japão com controle de qualidade meticuloso, a Yonex EZONE 98 (7ª Geração) desafia a física tradicional ao conseguir ser uma raquete de cabeça menor (98 polegadas) com um ponto ideal de batida incrivelmente espaçoso. Isso é mérito da famosa cabeça isométrica da Yonex, que além de proporcionar um visual único, aumenta significativamente a margem de erro, perdoando golpes que em outras raquetes de aro 98 morreriam na rede.
É uma raquete fantástica para quem busca a precisão de aros menores mas não quer se desgastar fisicamente produzindo energia do zero a todo momento. Materiais como a malha amortecedora VDM no cabo e o grafite avançado garantem um retorno de energia sólido e uma absorção de impacto excepcional, criando o que muitos descrevem como um toque "mudo" (livre de ecos indesejados). De fundo de quadra à rede, a EZONE 98 é uma plataforma extremamente estável para o jogador que valoriza respostas limpas.
Ficha técnica
Cabeça: 98 pol² | Peso sem corda: 305 g | Padrão de cordas: 16x19 | Rigidez (RA): 64-65 | Extras: ISOMETRIC (formato da cabeça que aumenta o sweet spot em até 7%) | VDM - Vibration Dampening Mesh (malha no cabo que filtra vibrações agressivas)
Prós
- Área ideal de batida muito tolerante a erros
- Absorve vibrações entregando um toque limpo e sólido
- Facilita a aceleração da bola do fundo de quadra
- Mantém a estabilidade mesmo em voleios descentrados
Contras
- O formato da cabeça pode exigir leve adaptação visual inicial
- Menos focada em spin extremo comparada a modelos específicos para isso
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Fundo de Quadra (Potência/Profundidade) | 9.0/10 | Acelera a bola surpreendentemente bem para seu tamanho, facilitando a troca intensa. |
| Geração de Efeito (Topspin/Slice) | 8.5/10 | O giro é fluído e natural, permitindo ângulos cruzados sem forçar articulações. |
| Precisão e Controle Direcional | 9.0/10 | Excelente para golpes planos e firmeza ao redirecionar investidas do oponente. |
| Sensação no Impacto (Feel) | 9.0/10 | Muito confortável; as tecnologias abafam a vibração bruta entregando toque macio. |
| Manuseabilidade e Desempenho na Rede | 9.0/10 | A estabilidade estrutural impede que o aro torça em contatos fora do centro ideal. |
Melhor para controle direcional em golpes retos
Tecnifibre T-Fight 305 Isoflex (305g)
*Preço pode variar
Conhecida mundialmente por ser a escolha do campeão Daniil Medvedev, a Tecnifibre T-Fight 305 Isoflex é uma ferramenta refinada desenhada para o tenista agressivo que bate de forma chapada. O padrão de cordas 18x19 – mais fechado e raro de se encontrar nessa faixa de peso – é o grande segredo para a sua precisão formidável. Ela não gera trajetórias super curvas com facilidade, preferindo transformar movimentos completos e lineares em "lasers" penetrantes que tiram tempo do adversário.
A introdução da tecnologia Isoflex resolveu um antigo problema das raquetes focadas em controle, nivelando a rigidez do aro de forma progressiva para expandir o sweet spot. Além disso, a seção do aro redesenhada com injeção de espuma no coração proporciona uma estabilidade invejável. É a raquete que mais brilha nas mãos de jogadores com preparo e que dominam a técnica para atacar a bola sempre na subida, impondo um estilo de jogo veloz e direto.
Ficha técnica
Cabeça: 98 pol² | Peso sem corda: 305 g | Padrão de cordas: 18x19 | Rigidez (RA): 64 | Extras: ISOFLEX (rigidez progressiva do aro para padronizar o comportamento da trama de cordas) | Foam Injection (espuma interna no coração que gera solidez e conforto)
Prós
- Precisão milimétrica para quem bate reto e chapado
- Recompensa swings rápidos com bolas pesadas e penetrantes
- Estabilidade excelente no coração da raquete
- Voleios saem cortantes quando o jogador está bem posicionado
Contras
- Exige posicionamento perfeito para render bem em reações rápidas na rede
- Dificulta a geração de topspin alto e arqueado
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Fundo de Quadra (Potência/Profundidade) | 8.0/10 | Não oferece potência grátis, mas responde agressivamente a quem ataca a bola com firmeza. |
| Geração de Efeito (Topspin/Slice) | 7.0/10 | Trama densa força bolas mais retas e rasantes; menos ideal para os obcecados por giro. |
| Precisão e Controle Direcional | 9.5/10 | Permite mirar cantos e linhas laterais com margens curtíssimas sem medo de errar. |
| Sensação no Impacto (Feel) | 8.5/10 | Feedback muito conectado e firme, livre de incômodos estruturais. |
| Manuseabilidade e Desempenho na Rede | 7.5/10 | Ótima ao entrar inteiro na bola, mas pode parecer lenta nas "reações de susto". |
Melhor para conforto extremo e proteção do braço
Prince Tour 100 ATS (310g)
*Preço pode variar
Para jogadores que sofrem com dores no cotovelo (tennis elbow) ou no punho, mas que se recusam a jogar com raquetes recreativas, a Prince Tour 100 ATS é uma salvação. O que chama a atenção imediatamente nesta raquete é o índice de rigidez de apenas 62 RA, um dos mais baixos da sua categoria, que combinado aos materiais Textreme e Twaron, transforma impactos violentos numa sensação aveludada e incrivelmente amigável para as articulações.
Apesar de ser a mais pesada desta lista sem cordas (310g), a distribuição de peso e a construção tornam as devoluções profundas e a consistência defensiva suas maiores aliadas. O padrão aberto 16x18 funciona como uma alavanca para o spin, permitindo construir o ponto com bolas altas e pesadas no fundo da quadra. A desvantagem dessa flexibilidade exagerada é notada apenas ao rebater bolas excepcionalmente duras de profissionais, onde pode faltar um pingo de rigidez, mas para tenistas amadores avançados, o balanço entre conforto e acesso ao spin é magistral.
Ficha técnica
Cabeça: 100 pol² | Peso sem corda: 310 g | Padrão de cordas: 16x18 | Rigidez (RA): 62 | Extras: Anti-Torque System (minimiza a torção do frame em posições de alto impacto para compensar a flexibilidade) | Textreme + Twaron (materiais aeronáuticos para absorver choques severos)
Prós
- Absorção de impacto exemplar que protege o cotovelo
- Facilita trajetórias altas e seguras com muito spin
- Toque incrivelmente suave para amortecer voleios curtos
- Mantém a bola em jogo com muita consistência defensiva
Contras
- Falta um pouco de estabilidade contra bolas extremamente pesadas
- Exige mais esforço físico do jogador para fechar os pontos com winners
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Fundo de Quadra (Potência/Profundidade) | 7.5/10 | Mantém o ritmo defensivo bem, mas requer braço para tirar o adversário da zona de conforto. |
| Geração de Efeito (Topspin/Slice) | 9.5/10 | O padrão 16x18 agarra muito a bola e joga trajetórias em arco que dificultam retornos curtos. |
| Precisão e Controle Direcional | 7.5/10 | A precisão é garantida pela altura, embora perca precisão letal em golpes chapados e paralelos. |
| Sensação no Impacto (Feel) | 10.0/10 | O máximo absoluto de maciez disponível hoje em equipamentos de alta performance. |
| Manuseabilidade e Desempenho na Rede | 8.0/10 | Amortece muito bem os drop volleys, mas o aro flexiona sutilmente ao receber pedradas de perto. |
Melhor para spin agressivo com controle
Babolat Pure Aero 98 16x20 305g 2023
*Preço pode variar
A Pure Aero 98 da Babolat ganhou enorme notoriedade mundial por ser a arma do prodígio Carlos Alcaraz. Diferente do icônico modelo regular da linha (que tem cabeça 100 e foca puramente em girar a bola sem dó), a versão 98 aperta o padrão de cordas para 16x20 e enxuta o perfil lateral. O resultado final é uma autêntica "raquete de cirurgião" para a era moderna: ela ainda rasga o ar e gera um spin formidável e ofensivo, mas dessa vez com uma dose massiva de controle para quem ataca no primeiro ressalto da bola.
A introdução de fibras naturais de linho (tecnologia NF²) no design desta 8ª geração suavizou a batida, removendo a vibração oca que afastava alguns puristas das raquetes Babolat no passado. No entanto, sua natureza é voltada a tenistas técnicos e bem posicionados; a margem de erro na cabeça de 98 polegadas requer atenção ao trabalho de pernas e contato limpo para não ejetar bolas mortas na quadra do oponente.
Ficha técnica
Cabeça: 98 pol² | Peso sem corda: 305 g | Padrão de cordas: 16x20 | Rigidez (RA): 70 | Extras: NF²-Tech (inserção de fibra de linho para purificar a sensação da bola no cordamento) | AERO MODULAR³ (aerodinâmica refinada focada na máxima velocidade da cabeça)
Prós
- Gera um giro de bola explosivo e muito ofensivo
- Oferece segurança direcional para buscar as linhas laterais
- Corta o ar com facilidade permitindo voleios agressivos
- Impacto mais limpo e confortável que outras raquetes da mesma marca
Contras
- Exige técnica avançada para extrair todo o potencial do equipamento
- Menos tolerante a batidas fora do centro que as versões de cabeça maior
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Fundo de Quadra (Potência/Profundidade) | 8.5/10 | Facilita antecipar bolas e jogar pesado batendo logo na subida após o quique. |
| Geração de Efeito (Topspin/Slice) | 9.5/10 | Efeito aerodinâmico acelera violentamente a passagem das cordas na bola. |
| Precisão e Controle Direcional | 8.5/10 | Padrão 16x20 atua como freio inteligente, segurando paralelos agressivos dentro da quadra. |
| Sensação no Impacto (Feel) | 8.0/10 | Excelente evolução sonora e tátil graças às novas tecnologias de abafamento, menos agressivas ao punho. |
| Manuseabilidade e Desempenho na Rede | 8.5/10 | Agilidade no ar se traduz em subidas rápidas e presenças incisivas perto da rede. |
Como escolher o peso e o tamanho da cabeça
A escolha do peso e do tamanho da cabeça (aro) define praticamente 70% do comportamento da sua raquete em quadra. As cabeças de 100 polegadas quadradas, como as da Babolat Pure Drive e da Head Speed MP, são consideradas o padrão moderno. Elas oferecem um “sweet spot” (ponto ideal de batida) generoso, entregando potência com mais facilidade e perdoando contatos levemente descentrados. Já os aros de 97 ou 98 polegadas, vistos na Yonex EZONE 98, Babolat Pure Aero 98 e Wilson Pro Staff 97, são voltados para jogadores que já possuem a técnica necessária para gerar a própria força e priorizam precisão milimétrica e estabilidade.
O peso sem corda de uma raquete de performance costuma variar entre 300g e 315g. Modelos na faixa de 300g costumam ser o limite ideal para tenistas amadores intermediários, oferecendo facilidade de aceleração sem sobrecarregar o ombro. Subir para 310g ou 315g (como a Prince Tour 100 ATS e a Pro Staff 97) garante um “plow-through” fantástico — a capacidade da raquete de atravessar a bola pesada do adversário sem torcer —, mas exige excelente preparo físico para não perder a velocidade do swing no terceiro set de uma partida.
Entendendo o padrão de cordas e a rigidez (Índice RA)
Se a cabeça e o peso formam o chassi da raquete, o padrão de cordas e a rigidez são o motor. O padrão mais comum é o 16x19 (16 cordas verticais e 19 horizontais), que oferece um equilíbrio excelente entre controle, potência e geração de spin. No entanto, raquetes mais abertas, como a configuração 16x18 da Prince Tour 100, maximizam a “mordida” na bola, jogando o topspin nas alturas. Em contrapartida, padrões mais fechados como o 18x19 da Tecnifibre T-Fight 305 ou o 16x20 da Pure Aero 98, restringem o movimento das cordas, resultando em direcionamentos chapados muito mais contidos e precisos.
Outro fator vital é a rigidez do quadro, medida pelo índice RA. Raquetes mais rígidas (acima de 70 RA, como a Pure Drive) deformam menos no impacto, ejetando a bola com explosão máxima, mas transferem mais choque ao braço. Raquetes mais flexíveis (entre 60 e 64 RA, como a Head Speed MP e a Prince Tour) dobram sutilmente no contato, absorvendo o impacto e entregando aquele cobiçado toque macio, ideal para amortecer voleios e proteger o cotovelo.
Tecnologias modernas para proteger o braço
O temido “tennis elbow” (epicondilite lateral) já foi o terror de quem migrava para raquetes de alta performance, mas as inovações de engenharia chegaram para apaziguar esse problema. Em 2026, as gigantes do tênis pararam de focar apenas em potência e passaram a investir pesadamente em filtragem de vibrações integradas à estrutura de carbono.
A Head, por exemplo, utiliza o Auxetic 2.0, uma trama que reage ativamente à tração do impacto para suavizar a devolução de energia. A Babolat introduziu a tecnologia NF²-Tech na Pure Aero 98, que utiliza inserções de fibra natural de linho no aro para absorver ondas de choque ríspidas, substituindo o som oco por um estalo limpo. A Yonex aposta na VDM (Vibration Dampening Mesh) no cabo. O resultado dessa revolução dos materiais é que você não precisa mais escolher entre jogar com agressividade e terminar a semana sem dores nas articulações.
Limitações das raquetes avançadas: cuidado ao comprar
É muito comum que iniciantes comprem a raquete do seu ídolo (como a Wilson do Federer ou a Babolat do Alcaraz) e acabem se frustrando em quadra. É preciso ter em mente que todas as raquetes acima de 300g (sem corda) listadas aqui são classificadas como equipamentos de “Performance”. Elas exigem que o jogador faça o movimento completo (swing longo) e possua um bom trabalho de pernas.
Se você está começando no tênis e bater de forma encurtada com uma Wilson Pro Staff 97 ou uma Tecnifibre T-Fight 305, a bola simplesmente não vai passar da rede ou ficará morta no meio da quadra. Raquetes focadas em controle tiram o excesso de trampolim das cordas justamente porque o profissional já bate forte demais. Para iniciantes, o ideal é buscar versões “Lite” ou “Team” destes mesmos modelos (na faixa dos 270g a 285g) ou modelos com aros de 104 a 110 polegadas, que fazem o trabalho de força para você.
Custos de manutenção: cordas e cuidados essenciais
Ao investir em uma raquete premium, saiba que o custo não termina na compra do quadro. Raquetes de performance são vendidas sem encordoamento de fábrica (unstrung). Isso acontece porque a corda e a tensão são decisões altamente pessoais que alteram drasticamente o comportamento do equipamento. Uma corda de poliéster em alta tensão (ex: 55 lbs) aumenta muito o controle direcional, enquanto uma corda multifilamento em baixa tensão (ex: 48 lbs) libera potência e conforto.
Além do encordoamento inicial, cordas de poliéster perdem a tensão (ficam “mortas”) rapidamente, exigindo trocas frequentes dependendo do seu volume de jogo. Você também precisará usar overgrips (fitas que vão por cima do grip original de couro ou sintético) para garantir absorção de suor e aderência, devendo trocá-los sempre que começarem a esfarelar ou perder o atrito (tack). E, ocasionalmente, é recomendável substituir o “bumper guard” (a fita plástica no topo do aro) para evitar que atritos constantes com o chão exponham o grafite da sua raquete.
Perguntas frequentes
Qual a tensão ideal para colocar na minha raquete nova? Não existe regra absoluta, mas raquetes modernas de 98 a 100 polegadas costumam performar muito bem entre 48 e 55 libras. Se você sentir que a bola está voando muito longe (falta de controle), tente aumentar a tensão na próxima vez. Se sentir que a bola não anda e seu braço dói, reduza a tensão ou troque o poliéster por um multifilamento mais macio.
Como escolher o tamanho certo da empunhadura (grip)? No Brasil, os tamanhos mais comuns são o L2 (4 1/4”) e o L3 (4 3/8”). Para saber o seu, segure a raquete como se fosse bater um forehand; deve sobrar o espaço exato de um dedo indicador entre a ponta dos seus dedos e a base da palma da sua mão. Se sobrar muito espaço, o grip é pequeno; se o seu dedo encostar na palma, o grip está grande. Lembre-se que é mais fácil engrossar um grip pequeno usando overgrips extras do que afinar um grip grande.
Por que minha raquete chegou sem corda e sem capa? A grande maioria das raquetes de performance e nível torneio são distribuídas internacionalmente sem cordas. Fabricantes assumem que quem investe em um equipamento técnico já possui sua corda e tensão de preferência. As capas individuais (que vinham com zíper antigamente) também deixaram de ser enviadas pelos fabricantes por questões ecológicas e de custos, partindo do princípio de que os jogadores guardam as raquetes em raqueteiras (thermobags) próprias.
Raquetes pesadas machucam o braço? Depende. Uma raquete extremamente leve e rígida transmite muito mais choque ao braço ao impactar uma bola rápida do que uma raquete pesada, porque a massa da raquete pesada ajuda a absorver o contragolpe. O que machuca o braço com raquetes acima de 315g não é o impacto com a bola, mas a fadiga muscular e o desgaste articular de ter que acelerar e frear um objeto muito pesado repetidas vezes sem a técnica adequada.
Escrito por
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