Melhor motossoerra a gasolina: as 7 melhores em 2026

A melhor motossoerra a gasolina é a Husqvarna 120 Mark II. Ela se destaca pelo conforto premium, corte fluido e alta economia de tanque.
Escolher uma boa motosserra a gasolina é um passo indispensável para quem precisa de potência, mobilidade e autonomia longe de tomadas. Diferente dos modelos elétricos ou a bateria, os motores a combustão oferecem o torque necessário para derrubadas mais exigentes, fatiamento de troncos e trabalhos prolongados em fazendas, sítios ou até mesmo na jardinagem pesada. Em 2026, o mercado equilibra como nunca a força bruta com tecnologias que facilitam a partida a frio, reduzem o consumo e diminuem a vibração repassada ao operador.
Para quem busca o equipamento ideal, é importante dimensionar corretamente a necessidade. Máquinas com sabres menores (como 30 ou 35 cm) e motores em torno de 30 cc a 38 cc são maravilhosas para podas e lenha fina, garantindo conforto nas mãos. Por outro lado, para fatiar madeira dura e troncos grossos, opções com 50 cc ou mais e sabres de 40 a 45 cm são as mais indicadas, mesmo que isso traga um peso extra. Ao longo deste guia, nossa auditoria detalha o desempenho esperado de cada máquina nas mais variadas situações de uso prático.
Por que confiar em nós
Nossa equipe dedica-se a analisar profundamente as especificações técnicas, tecnologias de motorização e os componentes estruturais das ferramentas disponíveis no mercado. Realizamos uma auditoria editorial rigorosa cruzando dados de capacidade do motor, relação peso/potência e o histórico de feedback de profissionais e proprietários rurais.
Em vez de focar apenas no que os manuais prometem, nossa análise projeta como cada máquina se comporta no mundo real — avaliando a verdadeira facilidade para acionar a polia de partida a frio, a ergonomia durante períodos contínuos de corte e se a rotação cai diante de madeiras mais rígidas. O resultado é um diagnóstico preciso que direciona você exatamente para a motosserra que atende sua demanda, seja ela um simples desgalhamento ou um trabalho de grande impacto ambiental, sem desperdício de dinheiro.
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Melhores motossoerras as gasolinas
| Modelo | Indicação Principal | Cilindrada | Tamanho do Sabre | Peso (sem conjunto de corte) | Preço Aprox. |
|---|---|---|---|---|---|
| STIHL MS 170 | Melhor para podas leves | 30,1 cc | 30 cm (12") | 4,0 kg | R$ 1.199,00 |
| Husqvarna 120 Mark II | Melhor premium ocasional | 38,2 cc | 35 cm (14") | 4,85 kg | R$ 1.349,00 |
| Toyama TCS53H-18 | Melhor kit e custo-benefício | 50,2 cc | 45 cm (18") | 5,0 kg | R$ 799,00 |
| Vulcan Trent VSL550 | Melhor para trabalho pesado | 55,0 cc | 45 cm (18") | 6,75 kg | R$ 712,90 |
| Makita EA3202S40G | Melhor sistema de partida | 32,0 cc | 40 cm (16") | 4,0 kg | R$ 1.549,00 |
| Tekna CS58AL | Melhor para força bruta | 54,6 cc | 45 cm (18") | 5,1 kg | R$ 596,67 |
| Branco BMT 52A | Melhor durabilidade bruta | 49,3 cc | 45 cm (18") | 6,8 kg | R$ 849,00 |
Melhor para podas e uso doméstico leve
STIHL MS 170
*Preço pode variar
A STIHL MS 170 é uma máquina clássica, projetada com um foco imenso no peso reduzido e na facilidade de uso para quem não possui experiência avançada em marcenaria rústica ou operações florestais. Ideal para cortes ocasionais de lenha, manutenção de pequenas propriedades e podas rotineiras, ela se diferencia por ser muito compacta e entregar um torque super ágil para trabalhos finos. O manuseio ao longo das horas é poupado do cansaço excessivo graças ao elogiado sistema de amortecimento característico da marca.
A análise do seu conjunto mecânico mostra uma ferramenta construída sob medida para não dar dor de cabeça, graças a elementos como o compensador STIHL — que ajusta o carburador para manter estabilidade na rotação mesmo quando o filtro de ar começa a sujar. No entanto, sua proposta leve tem limitações óbvias quando o operador decide forçá-la contra troncos cujo diâmetro exceda a capacidade de seu sabre compacto de 30 cm, cenário onde ela demonstra clara perda de fôlego.
Ficha técnica
Cilindrada: 30,1 cc | Potência: 1,8 CV | Sabre: 30 cm (12") | Tanque de combustível: 250 ml | Peso do motor: 4,0 kg | Extras: Compensador STIHL (mantém potência e qualidade dos gases mesmo com filtro sujo) | Tensor lateral da corrente (traz mais agilidade e segurança na manutenção)
Prós
- Muito leve e fácil de manusear por longos períodos
- Motor liga rapidamente a frio sem esforço
- Baixa trepidação nas mãos durante o uso
- Excelente agilidade para podas e cortes de lenha fina
Contras
- Perde força ao tentar cortar troncos mais grossos
- Exige pausas frequentes para reabastecer o tanque
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Desempenho em Corte e Força Bruta | 7.0/10 | Excelente para podas, mas perde força em troncos espessos |
| Ergonomia, Peso e Nível de Vibração | 9.5/10 | Extremamente leve e isola a trepidação de maneira eficaz |
| Facilidade de Partida e Mecânica a Frio | 9.0/10 | Motor aciona com rapidez e marcha lenta estabiliza fácil |
| Consumo de Combustível e Autonomia | 6.5/10 | Tanque reduzido pede paradas regulares para reabastecer |
| Custo-Benefício e Kit de Acessórios | 7.5/10 | Kit essencial confiável focado na longa durabilidade da marca |
Melhor motosserra premium para uso ocasional
Husqvarna 120 Mark II
*Preço pode variar
A Husqvarna 120 Mark II (conhecida como MS 120) se destaca de forma impressionante pela alta tecnologia aplicada a um modelo voltado para usuários domésticos e de jardinagem ocasional. Essa máquina traz as inovações dos grandes modelos da marca para um chassi menor, sendo extremamente fácil ligar devido à presença de uma bomba projetada de combustível e controle combinado de afogador. O resultado é menos puxões de corda, menos afogamentos do motor e um trabalho mais rápido nas primeiras horas do dia.
Para quem prioriza suavidade, a avaliação de seu uso em madeiras de porte médio evidencia um comportamento notável: ela corta com fluidez invejável, e a tecnologia antivibração LowVib isola as mãos do impacto de maneira espetacular, garantindo cortes estáveis sem esgotar o pulso. Além disso, a eficiência da tecnologia X-Torq faz com que a mistura ar-combustível seja perfeitamente dosada, alongando absurdamente o tempo de uso de um único tanque e tornando seu funcionamento mais amigável ao meio ambiente.
Ficha técnica
Cilindrada: 38,2 cc | Potência: 1,9 CV | Sabre: 35 cm (14") | Tanque de combustível: 280 ml | Peso do motor: 4,85 kg | Extras: Tecnologia X-Torq® (menor emissão de poluentes e maior economia) | Sistema Air Injection™ (centrifugação que afasta a sujeira grossa do filtro)
Prós
- Extremamente econômica, rendendo muito com um único tanque
- Conforto excepcional com vibração quase imperceptível
- Corte muito fluido e estável em madeiras médias
- Partida a frio facilitada pelo sistema de afogador e bomba
Contras
- Preço de aquisição bastante elevado
- Acompanha apenas os acessórios básicos na caixa
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Desempenho em Corte e Força Bruta | 8.0/10 | Desempenho liso e constante ao fatiar peças de tamanho médio |
| Ergonomia, Peso e Nível de Vibração | 9.5/10 | Balanceamento impecável que poupa totalmente as articulações |
| Facilidade de Partida e Mecânica a Frio | 9.0/10 | Arranca com mínimo esforço graças à bomba auxiliar |
| Consumo de Combustível e Autonomia | 9.5/10 | Altíssima eficiência, trabalhando muito tempo sem reabastecimento |
| Custo-Benefício e Kit de Acessórios | 7.5/10 | Cobra pela tecnologia embarcada, mas vem com poucos extras |
Melhor kit de acessórios e custo-benefício
Toyama TCS53H-18
*Preço pode variar
Para quem procura um pacote "pronto para tudo" e dispõe de um orçamento moderado, a Toyama TCS53H-18 é de longe a opção que entrega o maior valor agregado. Diferente da maioria das concorrentes que trazem apenas chaves simples, este modelo atende o consumidor com um farto conjunto de acessórios, que vão desde lima, misturador e óleo, até um tacômetro, rebitador, rompedor de bancada e uma útil caixa plástica para transporte.
Em termos práticos de funcionamento, a TCS53H-18 entrega a força bruta aguardada de seus 50,2 cilindradas. A máquina possui uma agressividade considerável ao tocar o sabre de 18 polegadas contra troncos de madeira densa, mantendo o ritmo agressivo sem apresentar quedas repentinas de giro. Em contrapartida a essa economia e potência, exige um operador mais forte, pois a partida a frio requer puxadas rigorosas, e a trepidação geral é sentida de modo incisivo nos braços ao longo do tempo.
Ficha técnica
Cilindrada: 50,2 cc | Potência: 3,08 HP | Sabre: 45 cm (18") | Tanque de combustível: 520 ml | Peso do motor: 5,0 kg | Extras: Kit riquíssimo de manutenção (vem com caixa de transporte, limas, tacômetro e óleos) | Freio de segurança com ação imediata (evita acidentes em rebotes)
Prós
- Acompanha um kit de ferramentas e acessórios extremamente completo
- Entrega muita força bruta para fatiar troncos espessos
- Não perde rotação facilmente sob pressão no corte
- Ótimo valor entregue pelo pacote completo na caixa
Contras
- Máquina pesada que cansa os braços rapidamente
- Exige mais força e tentativas na corda para ligar a frio
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Desempenho em Corte e Força Bruta | 8.5/10 | Força abundante para serviços rústicos e troncos calibrosos |
| Ergonomia, Peso e Nível de Vibração | 7.0/10 | A robustez cobra o preço com fadiga mais acelerada nos braços |
| Facilidade de Partida e Mecânica a Frio | 7.5/10 | Precisa de cordadas ríspidas até o motor manter-se ligado |
| Consumo de Combustível e Autonomia | 7.0/10 | Gastos compatíveis com seu alto torque durante uso intenso |
| Custo-Benefício e Kit de Acessórios | 9.5/10 | É o pacote mais completo e compensador dessa categoria de preço |
Melhor para trabalho pesado com orçamento médio
Vulcan Trent VSL550
*Preço pode variar
Se o foco da operação for marcenaria rural, preparo intenso de lenha e atividades que demandam desempenho de ponta, a Vulcan Trent VSL550 mostra-se uma ferramenta admirável pelo valor cobrado. Com 55 cilindradas, ela lida com árvores de porte médio a grande utilizando um bom torque que corta rapidamente as madeiras duras sem engasgar o motor. É uma motosserra cujo perfil é inteiramente desenhado para encarar ritmos fortes, oferecendo autonomia aproximada de trinta minutos contínuos sem vacilar.
Embora carregue a penalidade do peso alto (chegando a quase 7 kg quando montada e abastecida), a experiência do operador é amenizada por um projeto eficiente de amortecedores que controlam bem os solavancos brutais típicos dessas aplicações pesadas. Outro ponto elogiável no conjunto é o arranque manual retrátil inteligente: ao contrário de motoserras de alta cilindrada comuns, o sistema interno da polia alivia boa parte da tensão durante o puxão, permitindo colocar a Vulcan em operação com menor desgaste físico inicial.
Ficha técnica
Cilindrada: 55,0 cc | Potência: 3,0 HP | Sabre: 45,7 cm (18") | Tanque de combustível: 520 ml | Peso do motor: 6,75 kg | Extras: Arranque com polia retrátil inteligente (diminui significativamente a tensão ao ligar) | Carburador de membranas de alto padrão (maior estabilidade e resposta no acelerador)
Prós
- Corta madeiras duras e troncos grossos com extrema rapidez
- Amortecedores eficientes que absorvem bem os solavancos
- Partida aliviada pela polia retrátil que reduz o esforço
- Excelente rendimento contínuo para trabalhos mais intensos
Contras
- O peso elevado exige bastante esforço físico do operador
- Consumo de combustível mais alto devido à força do motor
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Desempenho em Corte e Força Bruta | 9.0/10 | Excelente capacidade para engolir troncos brutos em segundos |
| Ergonomia, Peso e Nível de Vibração | 7.5/10 | Pesa bastante, mas o sistema antivibração protege bem contra socos |
| Facilidade de Partida e Mecânica a Frio | 8.5/10 | Polia tecnológica que demanda menos do braço do que se espera |
| Consumo de Combustível e Autonomia | 8.0/10 | Consumo elevado, mas perfeitamente condizente com a lenha cortada |
| Custo-Benefício e Kit de Acessórios | 8.5/10 | Muito valor e produtividade frente a marcas mais caras do segmento |
Melhor sistema de partida e conforto
Makita EA3202S40G
*Preço pode variar
Em termos de engenharia mecânica pensada para o bem-estar do trabalhador, a Makita EA3202S40G traz um nível de refino quase sem concorrentes diretos para quem busca uma máquina de uso doméstico e leve. O verdadeiro brilho deste produto reside no seu recurso "Easy Start": um acumulador de força interno na mola de partida torna o ligamento do motor algo levíssimo, dispensando trancos violentos na corda. Essa característica faz dela uma queridinha para uso em tarefas de jardinagem que exijam múltiplas paradas e religamentos do equipamento ao longo do dia.
A sensação no momento da aceleração acompanha esse padrão cuidadoso. O design compacto, aliado a coxins de qualidade exemplar, mantém a máquina absurdamente equilibrada nas mãos e sem transferir zumbidos e trepidações parasitas para os dedos. No desempenho propriamente dito, trabalha com extrema precisão em galhos e árvores de madeira não tão densa, além de equilibrar muito bem a queima de gasolina. É importante notar, todavia, que todo esse luxo e tecnologia de partida encarecem bastante o preço final da ferramenta no varejo.
Ficha técnica
Cilindrada: 32,0 cc | Potência: 1,8 HP | Sabre: 40 cm (16") | Tanque de combustível: 400 ml | Peso do motor: 4,0 kg | Extras: Sistema Easy Start (tecnologia de mola dupla que suaviza incrivelmente o ligamento) | Filtro de ar com proteção centrífuga (evita a entrada precoce de grandes sujeiras)
Prós
- Sistema de partida extremamente leve e sem esforço
- Isola muito bem a trepidação, evitando fadiga nas mãos
- Consumo de combustível bem equilibrado para jardinagem
- Cortes muito precisos em galhos e madeiras médias
Contras
- Não é indicada para derrubadas pesadas ou troncos muito grossos
- Preço bastante elevado para a categoria de uso doméstico
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Desempenho em Corte e Força Bruta | 7.5/10 | Cirúrgica em podas de precisão, mas inviável para tora rústica |
| Ergonomia, Peso e Nível de Vibração | 9.0/10 | Uma das experiências mais serenas e leves da categoria |
| Facilidade de Partida e Mecânica a Frio | 9.5/10 | A partida mais suave e fácil de puxar disponível hoje |
| Consumo de Combustível e Autonomia | 8.5/10 | Bom rendimento para turnos de limpeza de pequenos sítios |
| Custo-Benefício e Kit de Acessórios | 7.0/10 | Exige investimento alto focado totalmente no acabamento e tecnologia |
Melhor motosserra barata para força bruta
Tekna CS58AL
*Preço pode variar
Quando o orçamento está justo, mas o cenário de uso não permite equipamentos fracos, a Tekna CS58AL vira a escolha principal para os usuários mais decididos. Com um impressionante motor de 54,6 cc e 3,3 cavalos de força, essa motosserra foi desenhada para cortar pesado, custando significativamente menos do que quase todos os modelos de entrada do mercado brasileiro atual. Essa agressividade traduz-se de maneira fantástica ao trabalhar na lenha, onde a máquina literalmente fatia e atravessa as fibras sem hesitar na rotação.
Outro detalhe que joga ao favor da Tekna, e atesta o seu custo-benefício invejável, é que ela vem acompanhada de série com o tradicional conjunto de corte Oregon — reconhecido globalmente pela retenção do fio e durabilidade. Logicamente, o preço imbatível sacrifica alguns pontos: a máquina não conta com sistemas inovadores de partida a frio, sendo necessário vigor físico na hora de ligá-la; e a fadiga nos braços bate na porta bem rápido, tanto pelo seu peso bruto em operação quanto pela alta necessidade de reabastecimento sob forte exigência.
Ficha técnica
Cilindrada: 54,6 cc | Potência: 3,3 HP | Sabre: 45 cm (18") | Tanque de combustível: 520 ml | Peso do motor: 5,1 kg | Extras: Conjunto completo Oregon (sabre e corrente robustos que mantêm o fio) | Bloco do motor estruturado em liga de magnésio (aguenta o tranco do dia a dia pesado)
Prós
- Preço de aquisição imbatível para o tamanho da máquina
- Corte extremamente agressivo que fatia troncos sem engasgar
- Vem equipada com corrente de marca reconhecida e durável
- Excelente para derrubadas pesadas gastando o mínimo possível
Contras
- Muito pesada, causando exaustão rápida nos braços
- Consumo de combustível alto durante o uso intenso
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Desempenho em Corte e Força Bruta | 9.5/10 | Força abundante e ininterrupta perante madeiras rústicas largas |
| Ergonomia, Peso e Nível de Vibração | 6.5/10 | Peso elevado e construção mais crua castigam mãos e ombros |
| Facilidade de Partida e Mecânica a Frio | 7.0/10 | Sem alívio de corda, pede braço firme para fazer o acionamento inicial |
| Consumo de Combustível e Autonomia | 6.5/10 | Sedenta, esvaziando o tanque prontamente em aplicações ríspidas |
| Custo-Benefício e Kit de Acessórios | 9.0/10 | Uma verdadeira pechincha para quem busca apenas alta força bruta |
Melhor durabilidade para uso semi-profissional
Branco BMT 52A
*Preço pode variar
A linha da Branco Motores sempre foi cultuada entre usuários que procuram maquinário agrícola quase indestrutível para a lida diária, e o modelo BMT 52A traduz esse legado. A motosserra aposta em uma montagem mecânica rústica, confiável e forte (com seus 49,3 cc), pensada justamente para aqueles que precisam realizar reflorestamentos ou podas severas em fazendas. No manuseio prático, ela se consolida pela sua estabilidade ímpar; uma vez engatada no tronco mais rígido, não treme a base nem trava a corrente no meio do processo.
Para sustentar horas de serviço em campo longe de uma oficina, ela traz componentes que seguram o tranco — como o conceituado carburador Walbro e o sabre de ponta rolante que mitiga desgastes de atrito. A ergonomia de sua pegada, bastante amigável, tenta compensar o cansaço induzido pelos seus elevados 6,8 kg. Cabe apenas ao comprador ponderar se a excelente construção e mecânica valem o esforço de manter um produto robusto que atualmente encontra-se listado como fora de linha no catálogo do fabricante, exigindo eventual atenção extra no longo prazo para achar peças.
Ficha técnica
Cilindrada: 49,3 cc | Potência: 2,8 CV | Sabre: 45,7 cm (18") | Tanque de combustível: 580 ml | Peso do motor: 6,8 kg | Extras: Carburador original Walbro® (acerto muito constante e durável sob vibração) | Chave de regulagem acoplada (ferramenta acessível que não some durante o trabalho)
Prós
- Mantém estabilidade e não trava em cortes contínuos de madeira grossa
- Construção muito robusta para aguentar o tranco diário
- Autonomia razoável que permite bom tempo de trabalho
- Punhos ergonômicos que ajudam a manter a firmeza no corte
Contras
- O peso da máquina é sentido rapidamente pelo operador
- Modelo fora de linha, o que pode dificultar peças no futuro
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Desempenho em Corte e Força Bruta | 8.5/10 | Performance firme em madeiras longas, com rotação estável |
| Ergonomia, Peso e Nível de Vibração | 7.0/10 | A carcaça pesada pesa no cansaço, embora tenha boa pegada |
| Facilidade de Partida e Mecânica a Frio | 8.0/10 | Inicialização resoluta que logo entra no ponto certo de aceleração |
| Consumo de Combustível e Autonomia | 8.0/10 | Rende tempo adequado na lida bruta antes de pedir gasolina |
| Custo-Benefício e Kit de Acessórios | 8.0/10 | Retorno sólido pelo que se paga em durabilidade, apesar do fim de linha |
Como dimensionar a potência e o tamanho do sabre
A regra de ouro na escolha de uma motosserra a gasolina é entender que maior não significa necessariamente melhor para o seu caso. O dimensionamento correto da cilindrada do motor (cc) e do comprimento do sabre (a barra onde a corrente gira) define completamente a experiência de uso. Máquinas superdimensionadas para tarefas simples apenas causarão fadiga excessiva e gasto desnecessário de combustível.
Para trabalhos leves, como manutenção de pomares, corte de lenha fina para fogueira e podas esporádicas, motores entre 30 cc e 38 cc, combinados com sabres de 30 cm a 40 cm, são os ideais. Modelos como a STIHL MS 170 e a Makita EA3202S40G brilham nesse cenário, pois a falta de cilindrada bruta é compensada pela leveza e agilidade. Por outro lado, se a sua rotina envolve derrubar árvores médias, limpar áreas rurais densas ou fatiar toras de madeiras rústicas, você precisará de máquinas na faixa das 50 cc a 55 cc. O torque superior de equipamentos como a Vulcan Trent VSL550 e a Tekna CS58AL, que utilizam sabres de 45 cm (18 polegadas), impede que a corrente trave no meio do tronco sob alta pressão.
Recursos e tecnologias que poupam o operador
Embora a força bruta seja o coração de uma motosserra, são as tecnologias embutidas que determinam se você terminará o dia de trabalho exausto ou pronto para outra. A vibração de um motor 2 tempos e o atrito da corrente contra a madeira transferem impactos severos para as mãos e braços. Por isso, sistemas antivibração de alta eficiência, como o famoso LowVib da Husqvarna 120 Mark II, são investimentos que valem cada centavo para quem vai operar a máquina por horas seguidas.
A facilidade de partida a frio é outro gargalo tecnológico. Motores maiores costumam ser pesados de “puxar” na corda retrátil. Para mitigar isso, as marcas adotam caminhos diferentes: a Makita utiliza o elogiado sistema “Easy Start” (uma mola acumuladora que deixa o ligamento levíssimo), enquanto a Vulcan Trent aposta em uma polia retrátil inteligente. Sistemas de filtragem avançados, como a injeção centrífuga de ar da Husqvarna ou o compensador de carburador da STIHL, também são vitais, pois evitam que o motor perca rendimento quando a serragem fina começa a entupir as vias de respiração da máquina.
O peso da máquina versus fadiga no uso prolongado
É crucial entender as limitações físicas envolvidas na operação de maquinário pesado. Existe uma troca inevitável entre potência de corte e conforto ergonômico. Ao focar apenas no alto rendimento para fatiar troncos rapidamente, muitos compradores ignoram o desgaste repassado aos ombros e à lombar.
Uma Branco BMT 52A ou uma Vulcan Trent VSL550 pesam perto de 6,8 kg (sem contar o abastecimento do tanque e o óleo de corrente). Sustentar esse peso lateralmente ou em posições desfavoráveis durante podas eleva a exaustão rapidamente. Se o foco do trabalho for a jardinagem, investir em modelos que pesam em torno de 4 kg (como a STIHL ou a Makita) aumenta exponencialmente o tempo de trabalho sem pausas. É sempre recomendado equilibrar a agressividade que a sua madeira exige com o limite físico de quem vai operar a serra, minimizando riscos de acidentes causados por braços cansados.
A balança do custo-benefício e kits de acessórios
Na hora da compra, o preço da máquina nua nem sempre reflete o gasto total. Para colocar a motosserra em funcionamento com segurança, você precisa de óleo de corrente, óleo 2 tempos, ferramentas de ajuste, limas para afiação e galões de mistura. Fabricantes diferem radicalmente no que entregam dentro da caixa.
Marcas premium tendem a fornecer apenas o essencial (sabre, corrente, chave combinada e capa protetora), cobrando o valor da etiqueta puramente pela sua tecnologia e refino mecânico. Em contrapartida, marcas que brigam pelo custo-benefício trazem atrativos muito interessantes para o bolso do consumidor. A Toyama TCS53H-18, por exemplo, acompanha um pacote invejável que inclui caixa de transporte, limas, tacômetro, misturador e óleos. Já a Tekna CS58AL aposta em baratear o custo final da ferramenta, tornando a aquisição de um modelo potente de 54 cc acessível, sobrando orçamento para que o próprio usuário compre seus EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) obrigatórios.
Manutenção de motosserras a gasolina: garantindo a durabilidade
Diferente de ferramentas elétricas que exigem zero manutenção além da limpeza, motosserras a combustão demandam uma rotina rigorosa de cuidados. O principal ponto de falha para iniciantes é a mistura de combustível. Sendo motores 2 tempos, a gasolina comum não pode ser colocada pura no tanque; ela exige a mistura exata de óleo lubrificante 2 tempos. Cada fabricante estipula uma proporção: modelos da Tekna, Vulcan e Branco costumam pedir misturas de 25:1, enquanto Husqvarna e Makita frequentemente operam em 50:1 (quando utilizado o óleo de alta performance da própria marca).
Além do combustível, o operador nunca deve ligar a máquina sem abastecer o reservatório de óleo da corrente. Esse fluido independente é bombeado automaticamente para o sabre e evita que o atrito térmico derreta o metal e rompa os elos. Fazer o tensionamento diário da corrente, afiar os dentes cortantes com a lima apropriada e limpar o filtro de ar após o expediente garantem que até mesmo o modelo mais barato da lista dure por muitos anos de serviço pesado.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre uma motosserra elétrica/a bateria e uma a gasolina? Modelos elétricos ou a bateria são mais silenciosos, não emitem gases poluentes e exigem manutenção quase nula de motor, sendo excelentes para áreas urbanas e pequenas propriedades. As motosserras a gasolina, no entanto, entregam muito mais torque, força bruta para fatiamento de troncos e autonomia contínua no campo (bastando reabastecer o tanque com líquido), sendo indispensáveis para o uso rural isolado e marcenaria pesada.
O que significa “sabre com ponta rolante”? O sabre com ponta rolante (ou estrela) possui uma pequena engrenagem na ponta da barra guia. Essa roldana acompanha o movimento da corrente durante o contorno do sabre, reduzindo drasticamente o atrito e o calor na extremidade. É um recurso presente em quase todos os bons modelos, como Vulcan e Branco, pois aumenta a vida útil do sabre, exige menos força do motor e promove um corte mais liso.
É obrigatório ter licença para comprar e usar motosserra? Sim. No Brasil, o IBAMA exige o registro da motosserra e a emissão da LPU (Licença para Porte e Uso de Motosserra). A legislação visa o controle ambiental contra o desmatamento ilegal. Comerciantes pedem os dados do comprador para repassar aos órgãos de controle, e rodar por estradas ou áreas rurais com o equipamento sem a licença pode acarretar na apreensão da ferramenta e multas rigorosas.
Posso colocar óleo de motor de carro (reaproveitado) na lubrificação da corrente? Não. Embora a lubrificação da corrente fique em um tanque separado do motor, a recomendação unânime dos fabricantes é nunca utilizar óleo queimado ou reaproveitado de cárter de automóveis. Esse material contem limalhas de ferro e impurezas que entopem rapidamente a bomba de óleo automática da serra, além de causarem forte poluição no solo por onde o óleo espirra. Utilize sempre óleos novos específicos para corrente ou com a viscosidade SAE recomendada pelo manual (geralmente em torno de SAE 30 ou óleos biodegradáveis).
Escrito por
Redação AnalisaMelhorEquipe de especialistas dedicada a testar e avaliar os melhores produtos para o seu dia a dia.


